Lutando contra câncer, ator Léo Rosa, faz desabafo emocionante

Aos 34 anos, Léo Rosa está tratando novamente um câncer. Também poeta e compositor, ele agora prefere assinar como “Leonardo Rosa”.

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Ele compartilhou com seus seguidores no Instagram sua luta contra a doença. Em um post emocionante, o ator da série “O Mecanismo” falou das angústias durante as sessões de quimioterapia:

“Ontem teve a químio 28. Na 27 a coisa apertou. Fiquei sem vontade de viver, pra baixo, sem ‘células boas’, como dizem os médicos num dialeto fácil pra gente não entender. Fui já com ânsia, sabe? Chegando na fachada do Hospital de Clínicas de Porto Alegre observei aquele monumento de prédio, muitas camas, muitos médicos, faculdade, residências, corais, equipes de limpeza, recepcionistas de balcão de cada sessão: quimioterapia, rádio, raio x, tomografia, cafezinho maravilhoso na cantina, alas especiais pra pacientes mais debilitados, aquele mundo de gente vindo de todos os lados do Sul da América do Sul buscando a vida. Crianças calvas. Calças sorridentes no corredor do SUS. De graça. O valor que isso tem. Um hospital que vai aumentar 70% sua capacidade este ano, com investimento alemão! Tudo espetacular! Sempre lembro do filme Medianeras quando fico de frente pro prédio de vigas azuis”, Léo Rosa colocou na legenda.

Ele ainda continuou agradecendo várias pessoas que estão ao seu lado durante esse difícil momento de sua vida.

“Agradeci ouvindo Iracema, do Adoniran Barbosa. Lembrei minha irmã Maria Gadú, lembrei todos os meus amigos que tanto fazem por mim, minha mãe, leoa, meu irmão sorriso de olho mais fechado, minha afilhada e o teclado, minha avó que se foi, minha irmã que é a coisa mais leal que existe. E agradeci. Agradeci a minha girafa, Claudia Gutierrez, que tem sido de um amor e uma alegria na companhia diária comigo, a parceiraça que sempre soube que era, o mousse José, que tem esse nome que eu amo. E estar em Porto Alegre. Terra do Caio F. Tentei um texto com o ritmo dele, ele teria me olhado bem JACIRA!”.

Apaixonado pela arte, Léo também falou que escreve poesias quando não consegue dormir devido aos medicamentos. “Pensei na beleza das ruas que ainda não aindei nessa minha volta à cidade, lembrei casas antigas nas ruas em que me perdi no Bom Fim e no Menino Deus, pensei no Caio Fernando Abreu na varanda escrevendo uma crônica ou conto e percebi o como eu amo estar aonde estou, AGORA. Ontem não dormi. O remédio que tomo na sessão me deixa sem sono uns 2 dias. Aí passei a noite acordado escrevendo poesia. Estava com bloqueio há 2 meses. Ontem, enjoado, não vomitei. Escrevi. Obrigado meus amigos artistas, todos aqueles que enfrentam no front agora esse momento obscuro da nação. Já já tô na ativa de volta, gritando no teatro da rua com vocês!”, finalizou.